Um sonho

Transformar a comunidade no relacionamento contínuo e verdadeiro entre quem ajuda e é ajudado.

“Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: ‘Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais’”.
Essas palavras do discurso do ativista norte americano Martin Luther King, sobre a necessidade de união e coexistência harmoniosa entre raças, dão um significado profundo à palavra SONHO e nos convida a interpretá-la também como busca constante de uma sociedade mais justa, sem divisões raciais e desigualdade social.
Mas é possível acreditar nesse sonho? Ou é somente uma mera utopia?
Dá para vislumbrar um projeto social que quer transformar a comunidade, não de “fora para dentro”, mas no relacionamento contínuo e verdadeiro entre quem ajuda e é ajudado?
Que nesse projeto existam trabalhos que dêem a possibilidade a jovens, adolescentes e crianças de expressar os próprios sentimentos, mostrando aquilo de bom que eles sabem fazer, seja música, pintura, fotografia, artesanato, futebol, basquete, corrida?
A partir disso, é possível crer em uma sociedade em que seremos realmente iguais, no que diz respeito às necessidades básicas?
Sim! Tudo isso é possível!
Mas, para realizar esse sonho, não basta ter boas intenções! É preciso “arregaçar as mangas” e entender o que significa “morrer pela própria gente”, expressão que marca o discurso proferido em 1979 por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares*, convidando cada um de seus membros a trabalhar, na própria cidade, “por aqueles que mais sofrem”.
Esse foi o primeiro impulso que permitiu transformar o sonho de uma ação social transformadora em um projeto concreto.